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Evitando os Erros na Assistência


Nos EUA, estima-se que as mortes relacionadas à assistência ao paciente sejam a 3a. causa de mortalidade geral.

"Se eu internar um dia... Vou morrer é de medo." Prof.Luis Otávio Savassi Rocha.

Desde 1999, com a publicação do livro, “Errar é Humano: Construindo um Sistema de Saúde mais Seguro”, nos EUA, inúmeros trabalhos vêm expondo as fragilidades do sistema hospitalar pelo mundo. A realidade nua e crua é assustadora. Pouquíssimos hospitais brasileiros encaram esta realidade de frente e com a devida importância. No Brasil, estima-se que tenhamos aproximadamente 61 mil óbitos por ano devido a eventos adversos evitáveis na área de saúde.

O erro é analisado de maneira amadora e equivocada na maioria das instituições. Achar um culpado é o primeiro passo para o insucesso. Na maioria das vezes, não existe uma pessoa culpada e sim, um processo ou uma estrutura errada. Encarar o erro na instituição como forma de aprendizado e oportunidade de melhoria demonstra o amadurecimento e gestão de qualidade.

Felizmente, algumas das nossas instituições já estão se movimentando para mudar esta realidade. A participação do próprio paciente e dos familiares no processo de segurança do paciente torna-se vital.

Orientações práticas para se dar aos pacientes e, assim, minimizar os riscos: 1- Tenha uma equipe médica de sua confiança no hospital (ponto principal). 2- Não escolha o hospital apenas pela fachada ou hotelaria. Hospital, infelizmente, não é hotel (óbvio que são serviços importantes, mas não podem ser os principais determinantes da escolha). 3- Esclareça todas as suas dúvidas com a equipe médica e de enfermagem, mesmo as mais simples. 4- Cuidado com o Google! Informação sem formação só gera medo, angústia e mais dúvidas ainda. 5- Faça uma lista das medicações que esteja utilizando (nome, dose, horários). Mostre-a para a enfermagem e para o médico. 6- Envolva-se com o tratamento proposto. Questione sobre as medicações prescritas (tipo, dose, horários, duração e efeitos colaterais) e exames solicitados (indicação, real necessidade e benefícios). 7- Cobre a higienização das mãos de todos que entrem no seu quarto. Não é chatice, é segurança. 8- Cobre a aferição dos dados vitais (pressão arterial, oxigenação, frequência cardíaca e respiratória). 9- O hospital preocupa-se com a sua segurança? Possui uma Comissão de Segurança do Paciente? Tomando estas medidas simples, a internação do seu paciente será muito mais segura!


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